martes, octubre 31, 2006

25 de Novembro- 25 de Noviembre


Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Día Internacional de la Eliminación de la VIOLENCIA CONTRA LA MUJER

Angélica Fernandes, é secretária de Formação Política do PT



A luta pela autodeterminação e autonomia das mulheres em relação a sua vida é um dos aspectos centrais da luta do movimento de mulheres. A defesa da descriminalização do aborto é a principal bandeira daqueles e daquelas que defendem os direitos das mulheres, não como retórica, mas como prática militante e parte integrante da superação do atual modelo político e econômico. É bandeira do movimento feminista a defesa da autonomia das mulheres. O que é a tão falada autonomia das mulheres? É a possibilidade da emancipação econômica, o acesso à educação e aos métodos anticoncepcionais, o direito ao aborto. E sua conquista passa pelo fim da violência sexista, o desenvolvimento de relações iguais entre homens e mulheres. Tudo isso pressupõe uma mudança cultural profunda, em que o feminino deixe de ser sinônimo de desqualificação e o masculino de superioridade. Essa luta não é nova para aqueles que identificam que a opressão das mulheres é um dos pilares de sustentação do modo de produção capitalista, que se apropria do trabalho das mulheres, na casa ou fora da casa, através do trabalho doméstico realizado e não pago, ou ainda através de salários baixos, da dupla jornada de trabalho, da falta de equipamentos públicos. Essa opressão da mulher se manifesta também através do controle de seu corpo e sua sexualidade pelo Estado - burguês, patriarcal, branco e heterossexual - e pelas religiões - principalmente as três grandes religiões monoteístas -, que se manifesta nas relações pessoais e nos modelos sociais a serem seguidos, na obrigatoriedade da maternidade e na repressão à livre orientação sexual. Tal opressão ainda se expressa na violência sexual, no tráfico das mulheres e principalmente na proibição da interrupção de uma gravidez indesejada. Há anos o movimento feminista tem reivindicado que as mulheres possam exercer plenamente seus direitos sexuais e reprodutivos, tais como: acesso aos métodos contraceptivos e anticoncepcionais seguros, e o direito de interromper uma gravidez indesejada. A defesa do direito da mulher decidir sobre interrupção de uma gravidez não se contrapõe à disseminação cada vez maior dos métodos de contracepção. Existem aqueles e aquelas que, de maneira equivocada, tentam classificar o aborto como mais um método contraceptivo. O grande erro dos conservadores e conservadoras é negar às mulheres sua autonomia e buscar argumentos biológicos e científicos para disfarçar seus verdadeiros princípios, que são religiosos. O mais grave é que para sustentar sua tese tentam confundir a sociedade com um debate fragmentado, contaminado por valores morais e religiosos, transformando a mulher num pequeno detalhe. A grande verdade é que esses setores defendem para as mulheres a obrigatoriedade da maternidade, mesmo para aquelas que não desejam ser mães e criando rótulos, classificando-as em boas e más, santas e pecadoras. Ao defender o direito ao aborto, o movimento de mulheres o defende como o último recurso possível frente a uma gravidez indesejada, um direito inalienável das mulheres. Os conservadores de direita que se organizam contra o direito do aborto com o lema “em defesa da vida” desconsideram a quantidade de mulheres que morrem ou se mutilam a se submeterem ao aborto em condições precárias. Pesquisas indicam que, no Brasil, são realizados anualmente mais de 750 mil abortos em condições inseguras. Complicações acarretadas pelo aborto clandestino são a quarta causa de mortalidade materna no país. Além disso, cerca de 250 mil mulheres são internadas a cada ano no Sistema Único de Saúde (SUS) por complicações em virtude de aborto e, dessas mulheres, a maioria é negra, jovem e pobre. Já os e as conservadoras de esquerda que se associam e fazem coro com os setores reacionários no combate ao direito ao aborto devem ser classificados em dois grupos: os equivocados que ainda não alcançaram a compreensão de que a luta contra opressão das mulheres é parte constituinte da plataforma dos que almejam construir uma sociedade socialista; e os omissos e omissas, que se pronunciam conforme suas relações com os setores religiosos ou mesmo por oportunismo eleitoral. Por que a esquerda que se posiciona contra o aborto, em especial a candidata a presidente Heloisa Helena, não inicia então uma grande cruzada contra a violência sexista, contra a dupla jornada de trabalho, contra os salários desiguais e contra a divisão sexual do trabalho que perpetua a mulher apenas como reprodutora social da vida? Por que não organizam um grande movimento contra divisão sexual dos papéis, colocando na ordem do dia que o pessoal é altamente político? Destes temas não querem tratar, uns por convicção, e outros porque não acreditam que as mulheres podem e devem ocupar outro papel em nossa sociedade. Para garantir a autodeterminação e autonomia das mulheres, é preciso enfrentar as manifestações hipócritas da direita e de setores da esquerda.Cabe aos militantes comprometidos com a emancipação das mulheres pautar os movimentos sociais, a esquerda partidária, as organizações sindicais e a intelectualidade progressista para se contrapor a essa ofensiva anti-aborto, numa polarização que deve sair dos corredores do Congresso Nacional e ganhar as ruas, através do debate público sobre o direito das mulheres decidirem sobre sua vida. A luta para construção de uma nova sociedade está intrinsecamente ligada à luta pela mudança profunda da condição da mulher, entendendo como central que é dever das/dos que querem construir um novo lugar para mulheres e homens na história, se somarem na luta pela defesa da descriminalização do aborto e pela garantia de sua realização na rede pública de saúde.

viernes, octubre 20, 2006

FEMMES DE LA TERRE!!!!!

Femmes de la Terre, délivrez-vous des voix qui vous empêchent de parler, dit l’Euguélionne.

Délivrez-vous des voix tonitruantes,
des voix outrecuidantes,
des voix paternalisantes,
des voix légiférantes,
des voix victorbugoliantes,
des voix méprisantes,
des voix dominantes,
des voix contraignantes,
des voix ordonnantes,
des voix prétendantes,
des voix contondantes,
des voix matraquantes,
des voix ronflantes,
des voix pontifiantes,
des voix conseillantes,
des voix dogmatisantes,
des voix totalitaires,
des voix autoritaires,
des voix dictatoriales,
des voix PéDéGéantes,
des voix boursouflantes,
des voix qui osent dire que la femme est un obstacle à la création pour l’Homme, qu’elle est une pierre d’achoppement pour le créateur.

* Demandez-vous si on a déjà fait ce reproche aux Hommes qui ont tué dans l’oeuf le génie des femmes.

...

ATTENTION